O Santos é atualmente a melhor equipe do futebol brasileiro. Na fórmula de pontos corridos, o time da Vila Belmiro disparou e terminou a fase classificatória na frente com folga. Mesmo com esse favoritismo, a final do Campeonato Paulista contra o Santo André foi de tirar o fôlego. Isso só foi possível graças ao famoso mata-mata.
Essa modalidade de disputa é criticada por muitos especialistas da mídia esportiva. No entanto, essas mesmas pessoas elogiam campeonatos como a Uefa Champions League e a Taça Libertadores da América, que adotam justamente essa maneira de disputa.
Não estou querendo defender a desorganização e a anarquia. Muito pelo contrário. Penso que quanto mais estrutura, preparo e profissionalismo os clubes tiverem, melhor para todos.
No entanto, a realidade é que o futebol necessita de momentos decisivos. Finais históricas, daquelas que tanto campeão quanto vice lembram com detalhes. O jogador diferenciado cresce na decisão. O imponderável, o imprevísivel, sempre tão presente no futebol torna-se inesquecível.
Voltando a falar do Santos Futebol Clube, qual torcedor não se recorda da final do Brasileiro de 1995? O árbitro Márcio Rezende de Freitas influiu no resultado contra o Botafogo do Rio de Janeiro. As angústias de quem viveu aquele momento de frustração fez com certeza torcedores amarem ainda mais seu clube. A geração de 2002 só se sagrou campeã, graças a uma combinação de resultados, que classificou o peixe na 8ª colocação. Na fase final, os meninos deram a arrancada para o título e enxeram os olhos do Brasil inteiro.
Outra constatação desse anti-clímax dos pontos corridos é quando o clube vence uma partida aleatória e nela se sagra campeão por antecipação. Pode ocorrer dessa partida ser longe da sua torcida, com um mando do adversário e sem a presença maciça de sua torcida e da tão cobiçada taça. Consequentemente não ocorre a volta olímpica, marca registrada das conquistas. Isso aconteceu com o título brasileiro do São Paulo no ano de 2008.
Enfim, que me desculpem os burocratas de plantão, mas futebol não precisa ter lógica e nem cálculos frios para definir seus campeões.
Gráfico da APPM (Análise de Pesquisas e Planejamentos de Mercado)
Foto de Reto Stauffer, www.hopp-schwiiz.ch
Postado por Fernando Corrêa


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